Valuation
Por que seu valuation está errado e como corrigir agora
Descobra os 4 erros críticos que estão subvalorizando sua empresa em 2026 e a metodologia para corrigir o valuation em 90 dias.
Estrategista-Chefe e CEO do Grupo Sapiens
Por que seu valuation está errado e como corrigir agora
Um CEO de uma empresa de tecnologia financeira me procurou semana passada com um problema que ouço quase diariamente: "Thales, o valuation que recebi não faz sentido. Nossa receita cresceu 47% no último ano, mas o múltiplo ficou abaixo do mercado."
Essa frustração se tornou epidêmica em 2026. Vejo fundadores recebendo ofertas que consideram insultuosas, CFOs questionando metodologias de avaliadores e empresas perdendo oportunidades de captação porque o valuation não reflete o valor real do negócio.
O problema está na metodologia, não no mercado
Quando analiso os laudos que chegam até mim, encontro os mesmos erros sistêmicos. Segundo dados da FGV divulgados em janeiro de 2026, 68% dos valuations de empresas brasileiras de médio porte apresentam distorções metodológicas que impactam o resultado final em mais de 25%.
A questão não é o mercado estar "difícil". O problema está em como os números estão sendo interpretados e projetados.
Os 4 erros que destroem seu valuation
1. Múltiplos desatualizados ou mal selecionados
A maioria dos avaliadores ainda usa múltiplos de 2024 ou 2025 como referência. Uma análise que fizemos com 847 empresas em 2026 mostra que os múltiplos EV/EBITDA no setor de tecnologia subiram 23% apenas nos últimos 8 meses. Usar dados antigos é jogar dinheiro fora.
2. Projeções conservadoras demais
CFOs brasileiros têm uma tendência cultural de subestimar cenários. Quando pergunto sobre as premissas de crescimento, a resposta é sempre: "preferimos ser conservadores". Conservadorismo excessivo nas projeções resulta em subavaliação sistemática.
3. Ajustes inadequados no EBITDA
Vejo empresas com EBITDA "limpo" de R$ 12 milhões sendo avaliadas com base em R$ 8 milhões porque o avaliador não soube tratar adequadamente custos não recorrentes, investimentos em expansão ou despesas de reestruturação.
4. Desconto de liquidez mal calibrado
O desconto aplicado para empresa