Estratégia Corporativa
Por que 67% dos CEOs escolhem mal o momento de crescer
A decisão de expandir pode quebrar empresas sólidas. Descubra os 4 sinais que indicam quando acelerar e quando esperar.
Estrategista-Chefe e CEO do Grupo Sapiens
Por que 67% dos CEOs escolhem mal o momento de crescer
Você está sentado na sua mesa, olhando os números do último trimestre. A receita cresceu 18%, a margem está saudável, e sua equipe pressiona por expansão. "Agora é a hora", dizem. "Vamos abrir duas novas unidades", "Contratemos mais 50 pessoas", "Investimos em tecnologia". A pressão é real. A oportunidade parece óbvia.
Mas aqui está o problema: segundo dados da consultoria Bain & Company de 2026, 67% dos CEOs aceleram o crescimento no momento errado. E quando isso acontece, empresas que eram rentáveis viram pó em 18 meses. O mercado brasileiro está cheio desses casos.
O momento que ninguém te ensina na escola de negócios
Essa pressão por crescimento constante virou uma armadilha. Todo mundo fala sobre "escalar rápido", mas poucos explicam como identificar o momento certo. O resultado? CEOs competentes tomam decisões de crescimento baseadas em métricas superficiais.
Uma pesquisa da FGV EAESP publicada em 2026 analisou 340 empresas brasileiras de médio porte. O padrão é sempre o mesmo: crescimento acelerado sem fundação sólida resulta em queda de margem, perda de qualidade e, eventualmente, crise de caixa. A empresa cresce na receita, mas morre na operação.
Os 4 sinais de que é hora de acelerar (e não são os que você pensa)
Depois de trabalhar com dezenas de empresas em processos de crescimento, identifiquei os verdadeiros indicadores de momento. Não é sobre faturamento ou market share. É sobre capacidade operacional.
1. Margem operacional estável há pelo menos 6 meses
Se sua margem EBITDA oscila mais que 2 pontos percentuais mensalmente, você não está pronto para crescer. Crescimento amplifica tanto eficiências quanto ineficiências. Uma empresa de logística de Santos cresceu 45% em 2025, mas tinha margem instável. Resultado: prejuízo de R$ 3,2 milhões em 10 meses.
2. Processos operacionais funcionam sem sua presença diária
Teste simples: saia da empresa por uma semana. Se algo crítico