Estratégia Corporativa
Vivo promove CFO interno: lições de sucessão estratégica
Promoção de Rodrigo Monari na Vivo exemplifica como empresas de alta performance estruturam sucessão interna para preservar continuidade estratégica.
Estrategista-Chefe e CEO do Grupo Sapiens
Segundo NeoFeed, a Vivo anunciou uma movimentação executiva que merece atenção de líderes empresariais: a promoção de Rodrigo Rossi Monari, diretor financeiro, para CFO a partir de 2 de abril, substituindo David Melcon, que assume a mesma função na Virgin Media O2.
O Perfil do Executivo Promovido
Monari traz 26 anos de experiência no grupo Telefônica (desde 2000), com formação sólida pela FGV-Eaesp e MBA pelo Ibmec, além de programas executivos internacionais incluindo o Global Management Programme em parceria com IESE Business School.
Seu histórico operacional é robusto: liderou áreas críticas como tesouraria, mercado de capitais, planejamento financeiro, controle, risco e faturamento. O ponto de destaque foi sua liderança na primeira emissão de debêntures da Vivo em 2022 - R$ 3,5 bilhões vinculados a compromissos ESG, estruturada com indicadores de redução de emissões e diversidade.
Performance Financeira Sustenta a Estratégia
Os números da Vivo em 2025 justificam a continuidade estratégica: receita líquida de R$ 59,6 bilhões e lucro líquido de R$ 6,2 bilhões, com crescimento em acessos e valorização das ações na B3. Este contexto de alta performance cria ambiente propício para sucessões internas.
A empresa também consolidou a transição elegendo Monari para diretor de relações com investidores, concentrando responsabilidades financeiras e de comunicação com o mercado em um executivo com profundo conhecimento do negócio.
Implicações para a Governança
A escolha de um quadro interno, reportando diretamente ao CEO Christian Gebara, reflete maturidade na estrutura de sucessão. Para empresas em crescimento, isso demonstra:
- Retenção de conhecimento institucional: 26 anos de experiência no grupo preservam continuidade estratégica
- Validação de competências: a liderança bem-sucedida na operação de debêntures ESG comprova capacidade executiva
- Alinhamento cultural: promoções internas fortalecem engajamento e reduzem riscos de adaptação