Compliance & Regulação
Sanções ao Narcoterrorismo: Riscos Corporativos Emergentes
EUA intensificam combate ao narcoterrorismo na América Latina com possível designação do PCC e CV, criando riscos de compliance para empresas.
Estrategista-Chefe e CEO do Grupo Sapiens
Segundo Brazil Journal, uma nova frente de risco corporativo está emergindo no horizonte estratégico das empresas brasileiras: as sanções americanas ao narcoterrorismo.
O Cenário Regulatório em Transformação
O combate ao narcoterrorismo ocupa posição central na política externa dos Estados Unidos. Ao longo do último ano, o Governo Trump passou a designar facções criminosas latino-americanas como organizações terroristas, incluindo facções no México, Venezuela e Colômbia, alcançando setores como jogos de azar, restaurantes e hospitalidade.
No Brasil, a relevância do tema se intensificou após a visita, em fevereiro de 2025, do Chefe do Escritório de Coordenação de Sanções do Departamento de Estado dos EUA, David H. Gamble Jr., que mencionou a possibilidade de designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV).
Implicações para o Ambiente de Negócios
Três desenvolvimentos convergentes amplificam a urgência desta questão para lideranças corporativas:
Primeiro, a aprovação da Lei Anti Facção pelo Congresso, elevando as penas para membros de facções criminosas, sinalizando alinhamento regulatório entre Brasil e EUA.
Segundo, reportagens indicam possível cooperação bilateral no tema, sugerindo que empresas brasileiras poderão enfrentar escrutínio duplo - doméstico e internacional.
Terceiro, operações policiais recentes revelaram a desarticulação de esquemas de lavagem de dinheiro de facções locais - sobretudo do PCC - demonstrando a capilaridade destas organizações em setores da economia formal, incluindo gestoras e fundos de investimento, fintechs e meios de pagamento.
Impactos na Gestão de Riscos Corporativos
Para CFOs e CEOs, este cenário representa uma expansão significativa do universo de compliance. Empresas que operam em setores de alta circulação financeira - especialmente fintech, combustíveis e investimentos - enfrentam exposição elevada.
A designação de facções brasileiras como organizações terroristas pelo