Estratégia Corporativa

Oncoclínicas: Reestruturação com Saída de Fundador e Capital

Bruno Ferrari renuncia do conselho da Oncoclínicas como condição para linha de crédito de R$ 100-150 mi da Mak Capital, evidenciando dilema entre controle e liq

Capa: Oncoclínicas: Reestruturação com Saída de Fundador e Capital

Segundo NeoFeed, a Oncoclínicas atravessa uma reestruturação complexa que expõe dilemas clássicos da gestão empresarial: o equilíbrio entre controle acionário e necessidade de capital para sustentabilidade operacional.

O Cenário de Pressão Financeira

A companhia enfrenta uma situação de stress financeiro com alavancagem de 3,5 vezes, perigosamente próxima aos covenants bancários. Há dois dias, solicitou tutela cautelar para evitar vencimento antecipado de dívidas, sinalizando urgência na resolução dos problemas de liquidez.

Bruno Ferrari, fundador e ex-CEO, renunciou ao conselho de administração como condição imposta pela Mak Capital (detentora de 6,3% da empresa) e Lumina Capital para conceder linha de crédito entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, destinada à compra de medicamentos. A operação, aprovada pelo conselho, utiliza recebíveis de contratos com operadoras de saúde como garantia.

Mudanças na Governança

A saída de Ferrari segue a renúncia de Marcelo Gasparino da Silva da presidência do board, resultando na destituição dos demais membros do conselho. Mateus Affonso Bandeira, indicado pela Mak Capital e com experiência em boards de Vibra, Sabesp e Intelbras, ocupará a vaga de Ferrari. Carlos Gil Ferreira, atual CEO que substituiu Ferrari em março, assumirá a posição de Silva.

Alternativas Estratégicas Frustradas

As negociações com Porto e Grupo Fleury para venda de participação foram encerradas, eliminando uma alternativa de capitalização que poderia ter preservado maior autonomia. Com o fim dessas conversas, a proposta da Mak Capital tornou-se praticamente a única opção viável no curto prazo.

Estrutura da Operação de Crédito

A linha de crédito entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões será destinada especificamente à compra de medicamentos, endereçando necessidades de capital de giro críticas para a operação. As garantias baseadas em recebíveis de operadoras de saúde demonstram tentativa de mitigar riscos para os credores.

**Na minha leitur