M&A
Mattos Filho cresce 9% e sinaliza aquecimento dos M&As
Principal escritório jurídico do país registra R$ 1,39 bi em receita, superando projeções com contencioso tributário e retomada transacional.
Estrategista-Chefe e CEO do Grupo Sapiens
Segundo Brazil Journal, o Mattos Filho registrou receita líquida de R$ 1,39 bilhão em 2024, crescimento de 8,9% ano contra ano que superou as próprias projeções internas de 5%. Para líderes empresariais, este resultado representa mais que o desempenho de um escritório jurídico: é um termômetro confiável da atividade econômica e do apetite por transações no mercado brasileiro.
O crescimento foi puxado por duas frentes estratégicas. Primeiro, a continuidade da forte demanda por contencioso, especialmente tributário, civil e trabalhista. Esta tendência reflete o ambiente regulatório complexo que as empresas enfrentam, onde disputas fiscais e trabalhistas seguem consumindo recursos significativos das organizações.
Mais relevante para a comunidade executiva foi a retomada dos M&As a partir de abril e maio de 2024. Segundo Pedro Dias, sócio-diretor do Mattos Filho, "os deals começaram a fluir mais e a área transacional terminou o ano muito forte e começou 2025 também com uma demanda forte, a despeito da incerteza doméstica e externa".
Este movimento sinaliza que, mesmo em cenário de incertezas, executivos estão retomando estratégias de crescimento inorgânico. O escritório liderou tanto em volume quanto em quantidade de transações nos rankings setoriais, indicando que deals de maior porte voltaram ao radar das corporações.
O Mattos Filho manteve um CAGR de cerca de 8% nos últimos cinco anos, demonstrando consistência que espelha a maturidade do mercado de M&A brasileiro. Para CFOs planejando orçamentos e CEOs definindo estratégias de crescimento, a performance do escritório oferece insights valiosos sobre quando e como o mercado transacional se aquece.
Dias atribuiu a retomada dos M&As a uma maior convergência de expectativas entre compradores e vendedores, fator crítico que havia travado negociações nos últimos trimestres.
Na minha leitura, este resultado confirma o que temos observado no mercado: empresas bem capitalizadas estão aproveitando a janela de oportun