M&A
M&A na Colômbia: instabilidade política gera oportunidades
Eleições contestadas na Colômbia criam cenário de incerteza política que pode abrir janelas para fusões e aquisições estratégicas no país.
Especialista em operações comerciais e gestão de vendas
Segundo Exame, as eleições presidenciais na Colômbia terminaram em polêmica após Iván Cepeda, candidato de esquerda que ficou em segundo lugar com 40% dos votos, questionar os resultados do primeiro turno. Abelardo de la Espriella, de direita, liderou com 43% e disputará o segundo turno em 21 de junho.
Contestação eleitoral expõe fragilidade institucional
Cepeda alegou "padrões de votação atípicos" em seções eleitorais não especificadas e disse que aguardará esclarecimentos antes de reconhecer os números. O presidente Gustavo Petro amplificou as suspeitas ao afirmar no X que 800 mil eleitores falsos foram incluídos na votação, número que não constaria no censo nacional.
Para gestores com operações na América Latina, esse tipo de instabilidade política revela muito sobre o ambiente de negócios. Quando instituições eleitorais são questionadas publicamente pelos próprios candidatos e pelo presidente em exercício, a confiança no arcabouço regulatório fica comprometida.
Polarização política acelera decisões empresariais
Espriella, advogado e empresário de 47 anos que se apresenta como "antissistema", criou o movimento Defensores da Pátria e promete "mão dura" para resolver problemas do país. Tem apoio do senador brasileiro Flávio Bolsonaro e cresceu nas pesquisas nas últimas semanas, superando a candidata da direita tradicional, Paloma Valencia.
Essa dinâmica cria um cenário fascinante para M&A. Empresas locais podem acelerar processos de venda para grupos internacionais como hedge contra mudanças regulatórias bruscas. Conheço operadores que monitoram eleições latino-americanas justamente para identificar janelas de oportunidade quando a incerteza política pressiona múltiplos de valuation.
momento estratégico para aquisições
O período entre primeiro e segundo turnos, especialmente com contestações judiciais em curso, costuma paralisar decisões de investimento domésticas. Empresas colombianas podem postergar expansões, aquisições locais ou captações até q