Estratégia Corporativa

Europa amplia compras de gás russo: riscos e oportunidades

Importações europeias de GNL russo crescem 16% no 1T26, atingindo maior patamar desde 2022. Análise dos impactos para estratégia empresarial.

Capa: Europa amplia compras de gás russo: riscos e oportunidades

Europa aumenta dependência de gás russo apesar de sanções

Segundo a Exame, as importações europeias de gás natural liquefeito (GNL) russo saltaram 16% no primeiro trimestre de 2026, alcançando 6,9 bilhões de metros cúbicos. O volume representa o maior patamar desde 2022, mesmo com a União Europeia tentando reduzir sua dependência energética de Moscou.

França, Espanha e Bélgica puxaram esse crescimento. A França liderou as compras no período, com pico registrado em janeiro. Em abril, a tendência se manteve: as importações avançaram 17% na comparação anual, segundo relatório do Instituto de Economia Energética e Análise Financeira (IEEFA).

Reconfiguração do mercado energético global

A situação ilustra uma contradição estratégica fundamental. Enquanto a Comissão Europeia estabeleceu meta de eliminar importações de gás russo até 2027, as empresas europeias continuam comprando energia russa por necessidade operacional.

O conflito no Oriente Médio complicou ainda mais o cenário. Tensões na região pressionaram rotas globais de fornecimento, forçando compradores europeus a buscar alternativas disponíveis no mercado spot, incluindo o GNL russo.

Os Estados Unidos intensificaram exportações para a Europa desde o início da guerra na Ucrânia. O mercado americano caminha para se tornar o principal fornecedor europeu ainda em 2026, segundo o IEEFA.

Panorama atual dos fornecedores

A Noruega mantém a liderança entre fornecedores da União Europeia, com 31% de participação. Estados Unidos aparecem em segundo lugar (28%), seguidos pela Rússia (14%), considerando gás por gasodutos e GNL, conforme dados da Comissão Europeia.

Essa redistribuição cria oportunidades e riscos para empresas brasileiras. Setores intensivos em energia, como siderurgia e petroquímica, podem se beneficiar de uma eventual estabilização de preços globais. Por outro lado, a volatilidade geopolítica mantém incertezas sobre custos de insumos energéticos.

Impactos para estratégia empresarial

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