Estratégia Corporativa

Estratégia corporativa: como Ancelotti aplica gestão de alta performance

Comandante da Seleção revela princípios de liderança que CEOs podem usar: foco em resultado, gestão de banco de talentos e preparo para competir globalmente.

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Como um técnico de futebol ensina gestão corporativa para CEOs

Segundo Exame, Carlo Ancelotti concedeu entrevista coletiva às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo 2026, revelando princípios de liderança que qualquer CEO deveria anotar. O treinador italiano, responsável por comandar a seleção mais vitoriosa do mundo, demonstrou uma mentalidade estratégica que transcende o futebol.

Resultado acima de processo: a obsessão pelos números certos

"A posse de bola é um aspecto do jogo, mas não é o mais importante. Em estatísticas, os gols são mais importantes", declarou Ancelotti. Essa frase resume uma lição fundamental para gestores: processos bonitos não compensam resultados medíocres.

Muitas empresas se perdem em métricas de vaidade. Quantos leads foram gerados, quantas reuniões realizadas, quantos processos mapeados. Ancelotti vai direto ao ponto: gols vencem jogos. Na gestão comercial, isso significa conversão, receita, clientes retidos. O resto é decoração.

A equipe precisa "ter eficiência nas finalizações", explicou o técnico. Em vendas, isso traduz para taxa de fechamento. Você pode ter o melhor processo de prospecção do mercado, mas se seu time não converte, está perdendo tempo e dinheiro.

Gestão de banco de talentos: o poder da profundidade

"O elenco é muito competitivo e temos muita qualidade. Eu acho que no banco também temos muitas qualidades que temos que aproveitar", comentou Ancelotti. Aqui está uma masterclass em gestão de pessoas.

Os melhores líderes não dependem apenas dos titulares. Eles constroem equipes onde as reservas podem mudar o jogo. "Os últimos jogos mostraram que os jogadores que entraram mudaram a dinâmica do jogo", observou o treinador.

Isso significa investir no desenvolvimento de talentos que hoje ocupam posições secundárias, mas amanhã podem assumir responsabilidades críticas. Quantos CEOs conhecem verdadeiramente o potencial do seu segundo escalão?

Preparação para competir globalmente

"Nós estamos convencidos de que podemos competir com todo mundo. Temos qualidade, experiência e uma equipe que nos dá confiança para competir", finalizou Ancelotti. Essa confiança não nasce do acaso, mas de preparação meticulosa.

O técnico destacou a necessidade de estar "compactos, porque todos os rivais têm qualidade e podem criar problemas se não estivermos preparados". Em mercados competitivos, subestimar a concorrência é suicídio estratégico.

Decisões baseadas em dados e flexibilidade tática

Ancelotti explicou sua escolha de convocar Éderson: "A dúvida da escalação dos 26 era levar nove defensores e cinco meias ou oito defensores e seis meias". Decisão estrutural baseada em cenários concretos, não em intuição.

Essa mentalidade analítica, combinada com flexibilidade para ajustar a estratégia conforme o contexto, define líderes excepcionais. Quantas vezes você revisa a composição do seu time comercial baseado em dados reais de desempenho?

Na minha leitura como especialista em operações

Ancelotti demonstra três características que vejo nos melhores gestores comerciais: obsessão por resultado mensurável, confiança no banco de talentos e preparo constante para competir em qualquer cenário. Ele não vende sonhos, vende preparação.

O paralelo com gestão de vendas é direto. Assim como o Brasil precisa converter chances em gols, seu time comercial precisa converter leads em receita. A diferença entre amadorismo e profissionalismo está nos detalhes da execução e na profundidade do planejamento estratégico.