Captação

Compass pode quebrar jejum de IPOs na B3 com operação de R$ 5,1 bi

Cosan reestrutura participação na Compass, abrindo caminho para primeiro IPO desde 2021. Oferta secundária pode movimentar até R$ 5,1 bilhões.

Capa: Compass pode quebrar jejum de IPOs na B3 com operação de R$ 5,1 bi

Segundo NeoFeed, a Compass Gás e Energia completou uma reestruturação societária que pode resultar no primeiro IPO da B3 desde dezembro de 2021. A subsidiária da Cosan fechou uma cisão parcial que transferiu 142,8 milhões de ações da controladora para si própria, reduzindo a participação direta da Cosan para cerca de 20%.

IPO de R$ 5,1 bilhões no radar

A oferta pública secundária envolve inicialmente 89,3 milhões de ações ordinárias dos atuais acionistas: Cosan, Atmos, Bradesco Vida e Previdência, Brasil Capital, Manaslu, Manzat Inversiones e Ricardo Ernesto Correa da Silva. Com lotes adicionais de 42,9 milhões de papéis e lote suplementar de 13,3 milhões, a operação pode chegar a R$ 5,097 bilhões.

Valuation entre R$ 20 bi e R$ 25 bi

O prospecto preliminar estabelece faixa de preço entre R$ 28 e R$ 35 por ação, avaliando a Compass entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões. Como se trata de oferta integralmente secundária, nenhum recurso entrará no caixa da empresa. Todo o montante será destinado aos acionistas vendedores.

A Cosan poderá alienar até 15% do capital da Compass, usando os recursos para reduzir endividamento. A empresa também solicitou migração para o Novo Mercado da B3, sinalizando compromisso com melhores práticas de governança.

momento estratégico em mercado volátil

O movimento acontece após mais de quatro anos sem IPOs significativos na B3. O último grande lançamento foi o Nubank em dezembro de 2021, que fez dupla listagem entre B3 e NYSE.

Para a Cosan, essa operação representa diversificação estratégica além do setor sucroenergético, área que enfrentou pressões nos últimos anos. A Compass se consolidou no mercado de gás e energia, aproveitando a abertura do setor.

Na minha leitura como estrategista

Essa operação ilustra três pontos cruciais para executivos que avaliam saídas estratégicas. Primeiro, o momento: mesmo em ambiente volátil, janelas de oportunidade surgem quando há fundamentais sólidos e demanda reprimida por papéis de qu