Estratégia Corporativa

Caso Hapvida: Lições de Governança e Destruição de Valor

Squadra confronta gestão da Hapvida após queda de 85% desde IPO, exigindo mudanças no conselho. Um estudo de caso sobre destruição de valor.

Capa: Caso Hapvida: Lições de Governança e Destruição de Valor

Segundo NeoFeed, a gestora Squadra Investimentos disparou uma das cartas mais duras da história recente do mercado brasileiro, confrontando diretamente a administração da Hapvida. Com 6,98% do capital votante, a Squadra classificou a trajetória da empresa como "uma das maiores destruições de valor da história da bolsa".

O Cenário de Destruição de Valor

Os números são brutais para qualquer CEO ou CFO analisar: enquanto o Ibovespa subiu 120% desde 2018, as ações da Hapvida despencaram 85%. A fusão com a Notre Dame Intermédica, que deveria gerar sinergias, destruiu cerca de R$ 80 bilhões em valor de mercado. A companhia perdeu 238 mil beneficiários e viu sua alavancagem aumentar perigosamente.

Com valor de mercado atual de R$ 5,2 bilhões e desvalorização de 68,4% nos últimos 12 meses, a Hapvida tornou-se um case de como não conduzir uma operação pós-IPO.

A Estratégia de Confronto da Squadra

A gestora adotou uma postura de ativismo acionário agressivo, solicitando voto múltiplo na eleição do Conselho de Administração marcada para 30 de abril. Indicou três candidatos estratégicos: Tania Sztamfater Chocolat, Bruno Magalhães e Silva e Eduardo Parente Menezes, todos com expertise em alocação de capital, reestruturação e governança.

Esta é uma jogada clássica de ativismo: após tentativas frustradas de diálogo, partir para o confronto público e buscar influência direta na governança. A Squadra está atacando três pilares fundamentais: estratégia, governança e remuneração executiva.

Propostas de Reestruturação

As sugestões da Squadra incluem venda de ativos em regiões de baixo desempenho e alternativas estratégicas para reequilibrar a operação. Para fundadores e CEOs, este é um lembrete de que investidores qualificados estão constantemente avaliando a eficiência da alocação de capital.

Na minha leitura, este caso ilustra três falhas críticas de governança que todo líder deve evitar. Primeiro, a falta de disciplina na alocação de capital, exemplificada pela