Estratégia Corporativa

Por que 70% dos brasileiros preferem marketing personalizado

Novo estudo revela que personalização em smartphones representa 69% dos R$ 42,7 bi investidos em publicidade digital. Entenda o impacto estratégico.

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Por que 70% dos brasileiros preferem marketing personalizado

Segundo Exame, um estudo da Siprocal revelou que sete em cada dez brasileiros recebem bem anúncios em smartphones, desde que o conteúdo seja personalizado. Para gestores que ainda veem marketing digital como "gasto" em vez de investimento estratégico, esse dado deveria reconfigurar totalmente o orçamento de 2026.

O mercado de R$ 42,7 bilhões que você precisa entender

Os números são contundentes: R$ 42,7 bilhões foram investidos em publicidade digital em 2025, segundo dados do IAB e Ibope. Trata-se do segundo maior salto anual da série histórica. Mais revelador ainda: 69% desse volume vai direto para smartphones.

Isso significa que sua empresa está competindo em um oceano de R$ 29,5 bilhões direcionados especificamente para o dispositivo que seu cliente carrega no bolso 24 horas por dia. A pergunta não é se você deve estar nesse canal, mas como se diferenciar nele.

Personalização mata frequência: a nova regra do jogo

O estudo da Siprocal derruba uma crença antiga do marketing tradicional. Campanhas bem-sucedidas dependem mais da entrega baseada nas informações que o cliente compartilha do que da frequência de exposição. Em outras palavras: melhor acertar uma vez na necessidade específica do que bombardear com mensagens genéricas.

Os dados comprovam essa tese. 31% dos entrevistados disseram que ofertas personalizadas os convenceram a comprar, enquanto 27% afirmaram que o contexto correto foi decisivo. Traduzindo: se você ainda está fazendo campanha "spray and pray", está queimando budget.

Ferramentas de rastreamento: o diferencial competitivo

As tecnologias atuais permitem rastrear o comportamento do consumidor, identificar padrões de consumo de conteúdo e entregar mensagens ainda mais específicas. O anúncio deixa de ser uma ação isolada e se torna comunicação permanente entre marca e cliente.

Quando o consumidor dá o próximo passo no relacionamento, formulários, chatbots e ferramentas de IA conseguem entregar mensagens hiperPersonalizadas. É aqui que acontece a verdadeira conversão: na jornada estruturada, não no acaso.

Smartphones: a nova bazuca publicitária

Como o próprio Exame destaca, smartphones se transformaram em "bazuca publicitária" para anúncios digitais. Para empresas que ainda concentram verba em mídia tradicional, essa migração de audiência representa tanto ameaça quanto oportunidade.

A ameaça é óbvia: seus concorrentes já estão capturando atenção onde seu cliente realmente está. A oportunidade é maior ainda: rastreabilidade, segmentação e personalização em níveis impossíveis na mídia tradicional.

Na minha leitura como estrategista

Na minha experiência assessorando empresas em transformação digital, vejo dois tipos de gestores: os que enxergam esses R$ 42,7 bilhões como validação de uma tendência inevitável, e os que ainda acham que "isso vai passar".

O segundo grupo costuma descobrir tarde demais que personalização não é modismo, é evolução natural do relacionamento comercial. Quando você conhece melhor seu cliente, vende mais e com maior margem. É matemática, não magia.

Para quem está planejando 2026, a questão central não é SE investir em marketing personalizado, mas COMO estruturar dados, processos e tecnologia para fazer isso de forma escalável e lucrativa.