Estratégia Corporativa

Banco da Amazônia quer reduzir dependência de crédito de 85% para 55%

Instituição federal planeja diversificar receita com seguros e cartões, mirando 1 milhão de novos clientes via superapp em 12 meses.

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Banco da Amazônia quer reduzir dependência de crédito de 85% para 55%

Segundo NeoFeed, o Banco da Amazônia traçou uma estratégia de diversificação que deveria ser estudada por qualquer CEO que encara dependência excessiva de uma única fonte de receita. A instituição pretende reduzir sua dependência da carteira de crédito dos atuais 85% para 55% até 2026.

O movimento é cirúrgico: em vez de diminuir o core business, a estratégia expande o denominador. Os outros 45% da receita virão de seguros, capitalização, adquirência e cartões de crédito. Uma lição clara sobre como diversificar sem canibalizacão.

Luiz Lessa, CEO do banco, foi direto ao ponto: "Em 2023, 95% da receita vinha do crédito. Isso não é bom e carrega um nível de risco muito alto". A honestidade estratégica impressiona. Quantos executivos admitiriam publicamente que sua estrutura de receita é perigosa?

A tática dos 1,2 milhão de clientes existentes

O Banco da Amazônia possui uma base de 1,2 milhão de clientes. Em vez de partir para conquista custosa de novos mercados, a estratégia foca no venda cruzada inteligente. Principalmente seguros, setor que hoje representa apenas 5% da receita mas tem potencial de chegar a 20%.

Para comparação, no Bradesco os seguros representam 41% do resultado. O gap é evidente, mas também a oportunidade.

Superapp como alavanca de crescimento

O banco lançará um superapp no primeiro semestre, com meta ambiciosa: 1 milhão de novos clientes em 12 meses. Abertura de contas digitalmente, sem fricção bancária tradicional.

Os números de 2025 mostram solidez, apesar dos desafios. Lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, com queda de 2,4% devido ao aumento da inadimplência. Patrimônio líquido cresceu 9,7%. As ações valorizaram 9,65% em 2026 na B3.

Lições para empresas privadas

Na minha leitura, este caso ilustra três princípios fundamentais de estratégia corporativa. Primeiro, diversificação inteligente não significa abandonar o core business, mas expandir o perímetro de v