Performance Empresarial
Afastamentos por saúde mental explodem e viram risco operacional
Dados de 45 mil atestados revelam crescimento de 500% em 2025. Burnout e ansiedade comprometem operações e aumentam custos empresariais.
Especialista em operações comerciais e gestão de vendas
Afastamentos por saúde mental explodem e viram risco operacional
Segundo Exame, os afastamentos relacionados à saúde mental nas empresas brasileiras cresceram cinco vezes em 2025 comparado ao ano anterior. O levantamento da Suridata analisou 45.240 atestados médicos emitidos entre 2022 e 2025 e trouxe um alerta vermelho para quem lidera operações.
Os quadros de burnout, ansiedade e depressão agora duram o dobro do tempo de outras licenças médicas. Isso significa que um funcionário em afastamento mental fica fora por períodos significativamente mais longos, criando vazios operacionais que comprometem a continuidade do negócio.
O impacto real nas operações comerciais
Daniel Barra, CEO da Suridata, não deixa dúvidas sobre a gravidade: "Os dados mostram não uma curva de crescimento gradual, mas uma ruptura. O modelo vem ultrapassando, sucessivamente, o que já parecia ser seu limite."
Para quem gerencia times comerciais, essa realidade é especialmente crítica. Quando um vendedor ou operador de atendimento se afasta, leva consigo conhecimento acumulado sobre clientes, processos e relacionamentos. A equipe que absorve a demanda extra começa a adoecer na sequência, criando um efeito dominó devastador.
Custos que ninguém calcula
O levantamento aponta custos indiretos frequentemente ignorados:
• Perda de memória institucional • Aumento do FAP (Fator Acidentário de Prevenção) • Sobrecarga dos times remanescentes • Despesas com substituições temporárias • Reajuste dos planos de saúde
A Suridata identificou que os casos se concentram em determinadas áreas e equipes, indicando falhas estruturais de gestão. Como explica Barra, "líderes despreparados têm impacto direto no aumento dos casos de burnout e recaídas após afastamentos".
A conta do pós-pandemia chegou
Mariana Brambilla, diretora de saúde da Suridata, afirma que o período pós-pandemia funcionou como um "catalisador" para transtornos que já estavam latentes. "O corpo e a mente cobraram a conta assim q