M&A

Múltiplos de Valuation: O Erro Fatal que Destrói M&A

Por que usar múltiplos errados pode custar milhões em operações de M&A. Veja as métricas que realmente importam em 2026 para evitar perdas.

Capa: Múltiplos de Valuation: O Erro Fatal que Destrói M&A

Múltiplos de Valuation: O Erro Fatal que Destrói M&A

"Thales, compramos uma empresa por 8x EBITDA e hoje percebemos que pagamos 40% a mais do que valia." Essa frase chegou até mim três vezes nas últimas duas semanas. CEOs experientes, empresas sólidas, operações bem estruturadas. E o mesmo erro se repetindo.

O problema não estava na due diligence nem na estrutura da operação. Estava na escolha dos múltiplos de valuation. Uma decisão que parece técnica, mas que pode significar a diferença entre uma aquisição estratégica bem-sucedida e um prejuízo de dezenas de milhões.

Segundo dados da FGV publicados em janeiro de 2026, operações de M&A que utilizaram múltiplos inadequados para o setor apresentaram retorno sobre investimento 32% menor nos primeiros 18 meses pós-aquisição.

Por Que os Múltiplos Tradicionais Falham em 2026

Quando um CFO me mostra uma análise baseada apenas em EV/EBITDA, eu já sei que vamos ter problemas. Não porque o múltiplo seja ruim, mas porque sozinho ele conta apenas parte da história.

Vejo isso acontecer constantemente: uma empresa de tecnologia sendo avaliada pelos mesmos múltiplos de uma indústria tradicional. O resultado? Decisões baseadas em comparações que não fazem sentido.

As empresas brasileiras em 2026 operam em um ambiente muito mais complexo que há cinco anos. Temos:

  • Modelos híbridos: empresas que misturam receita recorrente com vendas pontuais
  • Componentes ESG: ativos ambientais que não aparecem no EBITDA tradicional
  • Tecnologia embarcada: mesmo empresas tradicionais têm componentes tech que mudam o perfil de risco
  • Volatilidade regulatória: setores sujeitos a mudanças rápidas de marco legal

Essa complexidade exige uma abordagem mais sofisticada na escolha dos múltiplos.

Os Múltiplos que Realmente Importam por Setor

Aqui entra o ponto que muda tudo: não existe um múltiplo universal. Existe o múltiplo certo para cada situação.

Empresas de Software e SaaS

Para negócios com receita recorrente,