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M&A em 2026: como CEOs evitam as armadilhas que destroem valor
Processos de M&A fracassam por erros evitáveis. Descubra as 5 armadilhas que CEOs inteligentes identificam antes da negociação começar.
Estrategista-Chefe e CEO do Grupo Sapiens
M&A em 2026: como CEOs evitam as armadilhas que destroem valor
Você está analisando uma aquisição estratégica. Os números fazem sentido no papel, a sinergia operacional parece óbvia e sua equipe está animada. Três meses depois da assinatura, você descobre que a empresa comprada tinha um passivo tributário não mapeado e que a integração dos sistemas vai custar o dobro do previsto.
Essa história se repete em salas de reunião pelo país. O problema não é falta de capital ou oportunidades ruins. O problema são armadilhas que passam despercebidas durante a negociação e explodem depois que o contrato está assinado.
O cenário atual de M&A no Brasil
O mercado brasileiro de fusões e aquisições passou por uma transformação radical nos últimos anos. Empresas que antes só pensavam em crescimento orgânico agora veem M&A como alavanca necessária para competir. Fundos de private equity trouxeram disciplina ao processo, mas também criaram pressão por fechamentos rápidos.
Essa velocidade cobra seu preço. Muitos CEOs se sentem pressionados a acelerar due diligence ou aceitar informações incompletas para não perder a oportunidade. O resultado são surpresas desagradáveis que corroem o valor esperado da transação.
As 5 armadilhas que destroem valor em M&A
Due diligence superficial em áreas críticas
A primeira armadilha acontece quando o foco da due diligence fica concentrado em aspectos financeiros e jurídicos básicos. Muitas vezes, questões operacionais fundamentais ficam para segundo plano.
O que investigar além dos números:
- Qualidade dos contratos com clientes principais
- Dependência de fornecedores únicos ou críticos
- Estado real dos ativos produtivos
- Cultura organizacional e nível de engajamento das equipes
- Compliance regulatório específico do setor
Uma empresa de logística que assessoramos descobriu, já após a aquisição, que o principal cliente representava mais da metade da receita e tinha cláusula de rescisão sem justa causa com prazo de apenas 3