Valuation
Por que 67% das empresas falham ao calcular valuation interno
CEOs cometem erros críticos ao avaliar empresas sem metodologia. Descubra os 4 equívocos que destroem negociações e como evitá-los.
Estrategista-Chefe e CEO do Grupo Sapiens
Por que 67% das empresas falham ao calcular valuation interno em 2026
Você está na iminência de uma rodada de captação. Ou talvez considerando vender uma divisão da empresa. O primeiro impulso? Fazer um "valuation rápido" internamente para ter uma noção do valor antes de contratar consultores externos. Parece lógico. Parece econômico.
O problema é que essa decisão aparentemente inteligente pode custar milhões em negociações futuras. Dados da consultoria EY mostram que 67% das empresas que fazem valuation interno chegam a valores que divergem em mais de 40% do valor real de mercado. E quando essa discrepância aparece numa mesa de negociação, o resultado é sempre o mesmo: credibilidade perdida, poder de barganha reduzido, negócios que não fecham.
A armadilha do "conhecemos nosso negócio melhor que ninguém"
Essa confiança excessiva no conhecimento interno tem uma explicação. CEOs e CFOs realmente conhecem profundamente suas operações, mercados e perspectivas futuras. O que não dominam são as nuances metodológicas que separam uma avaliação defensável de uma estimativa otimista.
Quando analiso valuations internos que chegam até minha mesa, vejo os mesmos padrões se repetindo. Uma empresa de tecnologia de São Paulo chegou ao meu escritório convencida de que valia R$ 180 milhões. Após due diligence completa, o valor real estava em R$ 95 milhões. A diferença? Eles haviam usado múltiplos americanos para uma realidade brasileira, ignorado riscos regulatórios específicos do setor e superestimado margens futuras baseados em dois trimestres atípicos.
Os 4 erros que destroem valuations internos
Múltiplos desconectados da realidade local
O primeiro erro surge na escolha de empresas comparáveis. Vejo equipes financeiras pegando múltiplos de empresas americanas ou europeias e aplicando diretamente ao contexto brasileiro. Uma empresa de logística que atendo usava P/E de 15x baseado em comparáveis americanos, quando o múltiplo adequado para o Brasil estava entre 8x