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Due Diligence em 2026: Por que 40% dos CEOs estão errando

CEOs estão perdendo oportunidades de M&A por erros básicos no due diligence. Descubra os 5 pontos críticos que fazem a diferença.

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Due Diligence em 2026: Por que 40% dos CEOs estão errando na preparação

Recebo pelo menos três ligações por semana de CEOs frustrados. "Thales, tínhamos tudo certo para o M&A. A empresa estava interessada, os números batiam, mas na due diligence a coisa desandou." O padrão se repete: documentação desorganizada, contratos mal estruturados, passivos escondidos que só aparecem na hora H.

Segundo dados da Deloitte de janeiro de 2026, 38% das transações de M&A no Brasil são abortadas durante o processo de due diligence. Não por problemas estruturais do negócio, mas por questões que poderiam ter sido resolvidas com planejamento adequado. O custo médio desses processos interrompidos? R$ 847 mil por transação.

O que mudou no due diligence desde 2024

O processo ficou mais rigoroso e tecnológico. Data rooms virtuais com IA agora identificam inconsistências automaticamente. Auditores usam ferramentas que cruzam informações em minutos, expondo gaps que antes passavam despercebidos.

Trabalhei recentemente com uma empresa de tecnologia de Porto Alegre que quase perdeu uma aquisição de R$ 45 milhões porque seus contratos de software não tinham cláusulas de propriedade intelectual claras. Problema que levou 30 minutos para ser identificado pela ferramenta de análise documental do comprador.

Por que a preparação prévia virou diferencial competitivo

Empresas preparadas fecham transações 60% mais rápido que as despreparadas. Quando você tem tudo organizado, não apenas acelera o processo: consegue negociar melhor preço e condições.

Vi isso acontecer com um grupo de varejo de Minas Gerais. Eles se prepararam por oito meses antes de colocar a empresa no mercado. Resultado: receberam três propostas, negociaram por posição de força e venderam por múltiplo 23% acima da média do setor.

Os 5 erros críticos que travam negociações

Analisando os últimos 40 processos que acompanhei, identifiquei um padrão claro nos problemas que mais atrasam ou inviabilizam transações: