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Crédito empresarial: como estruturar sem perder caixa

Crédito empresarial mal estruturado consome caixa em vez de gerar. Veja como CEOs e CFOs devem avaliar linhas antes de contratar em 2026.

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Você já recebeu uma proposta de crédito que parecia boa no papel e, três meses depois, percebeu que o custo efetivo estava destruindo a margem operacional? Esse é um dos cenários mais frequentes que encontro quando começo a trabalhar com empresas de médio porte. O dinheiro entrou. A operação continuou. Mas o caixa nunca se recuperou do jeito esperado.

A pergunta que CEOs e CFOs me fazem com mais frequência em 2026 não é "como captar crédito". É "como captar crédito sem criar um problema maior do que o que estou tentando resolver". E a resposta exige uma conversa que vai além da taxa de juros.

O erro que acontece antes da assinatura do contrato

A maioria das empresas chega ao mercado de crédito com um problema já em andamento: precisam de capital de giro porque o fluxo de caixa travou, ou querem financiar um crescimento que já começou. Nesse estado, o CFO tem urgência. E urgência é o pior estado para tomar decisão sobre estrutura de dívida.

O que vejo acontecer com frequência é a empresa aceitar a primeira linha disponível, aquela que o gerente de relacionamento do banco oferece com mais agilidade. Capital de giro rotativo, prazo curto, garantia de recebíveis. Resolve o problema imediato, mas cria um ciclo: a empresa renova a linha todo mês, o custo acumula, e a dependência do crédito de curto prazo vira estrutural.

Uma empresa do setor de distribuição que assessoramos no interior de São Paulo vivia exatamente isso. Renovava capital de giro todo mês há mais de dois anos. O limite crescia, o custo também, e a diretoria achava que estava "usando bem o crédito disponível". Quando mapeamos a estrutura completa, o custo efetivo total estava consumindo uma fatia relevante do EBITDA operacional, sem que ninguém tivesse calculado isso de forma consolidada.

Por que o custo efetivo total é diferente da taxa nominal

Essa é a distinção que muda tudo. A taxa nominal é o número que o banco coloca na proposta. O custo efetivo total inclui IOF, tarifas de cadastro, seg