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Por que 40% dos CEOs falham na primeira aquisição em 2026

A taxa de fracasso em M&A de estreantes aumentou para 40% em 2026. Descubra os 5 erros críticos que CEOs cometem na primeira aquisição.

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Por que 40% dos CEOs falham na primeira aquisição em 2026

Você construiu sua empresa do zero. Tem controle total das operações, conhece cada número, cada cliente importante. Agora chegou o momento de crescer através de aquisições. Parece natural, certo? Afinal, se você conseguiu fazer sua empresa funcionar, por que não conseguiria integrar outra?

Essa confiança mata mais negócios do que qualquer crise econômica. Os dados da EY de 2026 mostram que 40% dos CEOs que fazem sua primeira aquisição destroem valor nos primeiros 18 meses. O número era 32% há cinco anos. Piorou.

O que mudou no cenário de M&A em 2026

O mercado brasileiro de fusões e aquisições movimentou R$ 187 bilhões em 2025, segundo dados da PwC. Empresas de médio porte representaram 60% dessas transações. CEOs que sempre cresceram organicamente agora veem M&A como a única forma de competir com gigantes e startups disruptivas.

Mas acontece que comprar empresas não é como comprar equipamentos. Você não está adquirindo ativos. Está comprando pessoas, culturas, processos, problemas escondidos e expectativas não ditas. E aqui mora o primeiro erro fatal.

Erro 1: Tratar aquisição como expansão orgânica

Quando você abre uma filial, contrata quem quer e implementa seus processos desde o dia zero. Na aquisição, você herda 150 pessoas que fazem as coisas de um jeito diferente há 15 anos. E elas não vão mudar só porque você comprou a empresa.

Vi isso acontecer com um CEO de logística de São Paulo. Comprou uma transportadora de Minas Gerais por R$ 45 milhões. Chegou na segunda-feira seguinte ao fechamento querendo implementar seu sistema de gestão. Resultado? 30% da equipe pediu demissão em três meses. Os clientes começaram a migrar. Em 18 meses, teve que vender por R$ 28 milhões.

Erro 2: Subestimar o custo da integração

O preço que você paga pela empresa é só o começo. A integração custa entre 15% e 25% do valor da aquisição, segundo levantamento da Deloitte de 2026. Isso inclui harmonização de