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Como CEOs Preparam Empresas para M&A em 2026

Descubra as estratégias essenciais que CEOs usam para posicionar suas empresas como alvos atraentes para M&A em 2026. Insights práticos baseados em deals reais.

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Como CEOs Preparam Empresas para M&A em 2026

O telefone toca numa quinta-feira à tarde. Do outro lado, um fundo de private equity demonstra interesse pela sua empresa. Três semanas depois, você descobre que seu maior concorrente acabou de ser vendido por um múltiplo 40% superior ao que imaginava possível para o seu setor.

Essa situação acontece com mais frequência do que você imagina. CEOs que passaram anos construindo negócios sólidos descobrem, no momento da oportunidade, que suas empresas não estão prontas para um processo de M&A. O que deveria ser a coroação de uma trajetória empresarial se transforma numa frustração custosa.

O Cenário de M&A Mudou Completamente

O mercado brasileiro de fusões e aquisições movimentou R$ 347 bilhões em 2026, segundo dados da KPMG. Mas aqui está o ponto que muda tudo: 68% dos processos iniciados não chegaram ao fechamento. A diferença entre as empresas que conseguiram exits bem-sucedidos e as que ficaram pelo caminho não foi sorte ou momento.

Foi preparação estratégica.

Quando analiso os negócios que cruzaram a mesa do Grupo Sapiens este ano, uma coisa fica cristalina. As empresas que fecharam operações acima dos múltiplos de mercado tinham três características em comum. Primeiro, governança estruturada há pelo menos 18 meses antes do processo. Segundo, métricas financeiras organizadas e auditáveis. Terceiro, uma narrativa clara de crescimento para os próximos 24 meses.

O Que Compradores Realmente Avaliam Primeiro

Quantas vezes você já ouviu que "due diligence é só burocracia"? Essa mentalidade mata negócios antes mesmo de começarem. Em 2026, fundos de investimento e compradores estratégicos têm critérios mais rigorosos que nunca.

O primeiro filtro não é o EBITDA da sua empresa. É a qualidade da informação que você consegue fornecer nos primeiros 15 dias de due diligence. Uma metalúrgica de Caxias do Sul perdeu um negócios de R$ 180 milhões porque não conseguiu apresentar a conciliação contábil dos últimos 36 mese