M&A
Por que 60% dos CEOs falham na integração pós-M&A
A maioria das fusões fracassa na integração. Descubra os 4 erros críticos que destroem valor e como evitá-los em 2026.
Estrategista-Chefe e CEO do Grupo Sapiens
Por que 60% dos CEOs falham na integração pós-M&A em 2026
Você acabou de fechar uma aquisição estratégica. Os bankers já saíram, os advogados finalizaram os contratos, e agora você tem 90 dias para fazer essa fusão funcionar. O problema? Nos próximos seis meses, há uma chance real de que você se junte aos 60% dos executivos que veem suas aquisições destruírem valor em vez de criá-lo.
Essa não é estatística de livro de MBA. São dados da EY de março de 2026, baseados em análise de 847 transações no Brasil e América Latina. O que mais me impressiona nesses números é que eles não refletem negócios mal estruturados ou preços inflados. A maioria dessas transações tinha lógica estratégica sólida e valuation defensável. Elas falharam na execução.
O erro que custa mais caro: focar apenas nos números
Quando converso com CEOs logo após fecharem uma aquisição, a primeira pergunta sempre vem carregada de ansiedade: "Como garantir que vamos capturar as sinergias projetadas?" É natural. Afinal, foi com base nessas sinergias que justificaram o preço pago aos acionistas.
O problema é que essa obsessão por sinergias numéricas cria uma visão de túnel perigosa. Um CEO de uma empresa de logística me contou recentemente como perdeu R$ 47 milhões em valor porque focou exclusivamente em cortar R$ 12 milhões de custos duplicados. Enquanto isso, 23% dos clientes-chave da empresa adquirida migraram para concorrentes por medo de mudanças no atendimento.
A McKinsey identificou que empresas que priorizam integração cultural e retenção de talentos-chave nos primeiros 100 dias têm 2,3x mais chance de superar suas metas de valor. Mas apenas 31% dos executivos brasileiros seguem essa abordagem sistematicamente.
Os 4 pilares da integração que realmente importam
Depois de acompanhar mais de 40 processos de M&A nos últimos três anos, identifiquei quatro elementos que separam integrações bem-sucedidas dos fracassos:
- Comunicação transparente nos primeiros 30 dias: Funcionários em