Estratégia Corporativa

Por que 82% dos CEOs erram na alocação de capital em 2026

Tenho observado uma epidemia silenciosa nas empresas brasileiras: executivos brilhantes tomando decisões desastrosas de alocação de capital. O problema não é té

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Por que 82% dos CEOs erram na alocação de capital em 2026

Na semana passada, durante uma sessão de planejamento estratégico com o CEO de uma empresa de tecnologia que fatura R$ 450 milhões, presenciei algo que me fez questionar décadas de teoria financeira. Este executivo, formado em Stanford e com 15 anos de experiência, apresentou um plano de investimento de R$ 80 milhões que ignorava completamente o custo de oportunidade de cada real alocado.

Não foi incompetência. Foi algo muito pior: a ilusão de que intuição empresarial substitui rigor analítico na alocação de capital. E essa conversa cristalizou algo que venho observando há meses: estamos vivendo uma epidemia silenciosa de má alocação de capital no mercado brasileiro.

A matemática brutal da alocação de capital

Segundo estudo da McKinsey divulgado em março de 2026, empresas que aplicam disciplina rigorosa na alocação de capital superam seus pares em 230% no retorno total aos acionistas ao longo de 10 anos. Mas aqui está o dado que deveria tirar o sono de qualquer CEO: apenas 18% dos executivos brasileiros aplicam metodologias estruturadas para essas decisões.

O que isso significa na prática? Uma empresa média com R$ 500 milhões de receita deixa R$ 47 milhões de valor na mesa anualmente por causa de decisões subótimas de investimento. Multiplique isso pelos 15 anos de carreira de um CEO e estamos falando de R$ 705 milhões em destruição de valor.

Tenho uma teoria sobre por que isso acontece. A alocação de capital virou commodity intelectual. Todo mundo acha que sabe fazer, poucos realmente dominam a ciência por trás dela.

O paradoxo da experiência

Quanto mais experiente o executivo, maior a tendência de confiar no "feeling" para decisões de investimento. Vi isso acontecer com um fundador que construiu uma empresa de R$ 2 bilhões ao longo de 20 anos. Quando apresentei uma análise que mostrava seu projeto prioritário com VPL negativo de R$ 34 milhões, a resposta foi: "Thales, confio mais no meu ins